Aconteceu.
Aos sons que se confundiam entre os gritos das crianças (TUPAC AMARÚ!) e ao rufar dos tambores tocados pela juventude Tupac, na noite em que se socializou o trabalho das crianças da Ciranda, estrelas guias impulsionadoras das juventudes rebeldes. Concluiu-se uma linda festa.
Os trajes típicos desta comemoração representavam uma nova perspectiva de entendimento do emprego de seu espírito nas vestimentas, que perpassou pela construção coletiva dentro de uma metodologia de troca de peças. Desta forma todos sabiam quem deveria usar o chapéu, como deveriam ficar as saias, como se daria as pinturas características de cada personagem.
Outro atrativo da festa foi a grande fogueira de São João, que foi levantada pelos jovens e pais dos e das cirandeiros e cirandeiras. No entanto, aconteceu muita formação até a construção da fogueira. As crianças questionaram o quanto de madeira era necessário para que não se tornasse insustentável à natureza, passaram por distintas cidades para não explorarem a matéria prima de um só lugar (para não perpetuarem a terrível monocultura), pensaram a quantidade de comida necessária para todos, de forma que todos (as) pudessem satisfazer-se sem esbanjar e sobrar alimentos, entre outras reflexões trazidas pelas brigadas que constituem a Ciranda. Cabe ressaltar que os jovens e adultos buscaram as madeiras.
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